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![]() Vandalismo, novamente, é enredo no transporte durante o CarnavalO vandalismo voltou a ser destaque durante a folia do Carnaval em Campinas. Entre os dias 12 e 16 de fevereiro, 40 ônibus sofreram danos, sendo que 24 destes foram atacados na região do Ouro Verde. A maioria dos ônibus teve suas janelas de emergência e alçapões arrancados ou quebrados, alguns veículos tiveram o cordão da campainha e assentos dos bancos cortados e encostos de cabeça arrancados, além de tetos perfurados por chutes e latarias pichadas. O prejuízo acumulado com estes danos foi da ordem de R$ 100 mil. Para facilitar o acesso dos foliões às festas da cidade, as empresas VB Transportes e Turismo, Itajaí Transportes Coletivos, Expresso Campibus e Onicamp Transporte Coletivo dispuseram 55 veículos em horários especiais durante os dias de folia. Desses, aproximadamente 73% foram alvo de vandalismo. “Infelizmente essa não é a primeira vez que o transporte coletivo urbano de Campinas sofre com o vandalismo no período do Carnaval. A Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) e as empresas concessionárias têm uma campanha contínua contra este tipo de ato, mas alguns vândalos parecem se sentir bem agindo desta forma”, diz Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc. O vandalismo também acaba mexendo com o bolso do passageiro, pois o cálculo da tarifa no transporte urbano inclui os gastos com as reformas. “Enquanto as autoridades não tomarem atitudes preventivas e corretivas, os cidadãos de bem vão continuar a sofrer consequências dos atos irresponsáveis de alguns deliquentes”, afirma o diretor. “Vale lembrar que o valor da passagem é calculado de acordo com o número de passageiros transportados, mais o volume do subsídio a estudantes, idosos e outros benefícios à população. Se não existissem os gastos com vandalismo, haveria um impacto menor nos reajustes de tarifas”, completa Barddal. A Transurc informa ainda que esse balanço é referente apenas aos veículos das concessionárias que são suas associadas e que não possui os dados referentes aos veículos dos permissionários (alternativos) que se reúnem hoje em cooperativas. Desrespeito com o trabalhador Para atender os foliões, as concessionárias tiveram que manter dezenas de trabalhadores, entre eles motoristas, cobradores, mecânicos, fiscais, pessoal da limpeza, eletricistas, funileiros, controladores de tráfego, entre outros durante o período de Carnaval. "São pessoas que se revezam 24 horas por dia para manter o serviço e também para arrumar os ônibus para que todos os veículos estejam à disposição da população usuária na Quarta-Feira de Cinzas. Esse tipo de ação contra o patrimônio, tipificado como crime pela nossa legislação, é vergonhoso para Campinas, uma cidade cantada em verso e prosa pela sua pujança. Os vândalos não ganham absolutamente nada com isso, mas continuam agindo, quase sempre nos mesmos lugares, devido à impunidade", finaliza Barddal.
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